Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 25/10/2018
Na segunda fase do Romantismo os autores recorriam à morte como uma drástica forma de escapismo, aquela, muitas vezes, em diálogo com a realidade era ocasionada pela tuberculose. Diversas doenças dizimaram populações ao longo da história e hoje os surtos podem ser controlados com o auxílio da tecnologia e das vacinas, entretanto observou-se, no cenário nacional, uma queda alarmante do percentual da população imunizada. Nesse sentido, cabe analisar que combater a desinformação e desenvolver uma profunda consciência sobre a saúde mostram-se os maiores desafios.
Convém analisar, a princípio, que o déficit de informação consistente alimenta um sentimento de resistência à vacina. Constata-se que no contexto contemporâneo a mídia tem um papel legitimador, contudo quando meios de comunicação irresponsáveis utilizam-se dessa posição para propagar fake news e boatos acerca das vacinas, tal como a clássica mentira de que ela pode causar doenças, o impacto é instantâneo e perigoso, fazendo com que muitos não imunizem a si e a seus dependentes. Por conseguinte, nota-se que a aversão por boa parte da sociedade sempre incidiu sobre as vacinas, o que pode ser visto na Revolta que marcou a primeira república na qual a população, por falta de fornecimento de esclarecimentos, se opôs veementemente à vacinação imposta.
Além disso, falta, de forma geral, um conhecimento sobre saúde. Sabe-se que a educação brasileira é falha em apresentar uma série de assuntos aos alunos, tal como com o sexo, o que se visualiza pelas epidemias de doenças sexualmente transmissíveis e pelas taxas de gravidez precoce, a falha reproduz-se também quando o assunto é imunização, uma vez que tendo ampla compreensão científica sobre a atuação da vacina para deter doenças fatais, seria possível observar uma série de indivíduos efetivamente engajados, diminuindo até mesmo a abundância de recursos públicos gastos com publicidade.
Pode-se perceber, portanto, que é necessário uma reformulação principiada na educação e no conhecimento. Para isso, cabe às secretarias municipais de saúde desenvolverem projetos didáticos, explicando sobre a importância da vacinação na erradicação da poliomielite, doença com consequências devastadoras, e elucidando a partir de palestras que a vacina cria memória no corpo humano possibilitando a esse se proteger contra patógenos, visando desmistificar mitos e boatos acerca de um processo mister para a manutenção da saúde de uma sociedade.