Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/11/2018
Vacinação é Exercício da Cidadania
Varíola. Rubéola. Tuberculose. Doenças que no passado provocaram incontáveis mortes, mas que hoje, após fantásticos avanços do campo científico, principalmente da medicina, possuem tratamento e algumas, até mesmo, prevenção. Um contribuinte para esse avanço, sem dúvidas, foi a criação da vacina - substância que tem como objetivo a imunização de um ser vivo contra a ação um agente patológico. Entretanto, mesmo sendo distribuídas gratuitamente pelo governo, não conseguem atingir boa cobertura, fato que pode contribuir para o ressurgimento de doenças até então erradicadas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que muitas doenças são altamente contagiosas e passíveis de serem transmitidas até mesmo pelo ar, como é o caso do sarampo. Em 1997, a chegada, em São Paulo, de um bebê japonês, que tinha a patologia, causou uma epidemia de dimensão continental, infectando mais de 50 mil pessoas no Brasil e se alastrando para outras nações sul-americanas. Dois anos antes, a campanha de vacinação contra o sarampo ficou abaixo de meta estipulada de 95%. Portanto, uma simples pessoa infectada pode gerar um surto de gigantescas proporções.
Mas porque há quedas na procura pelas vacinas? Primeiramente, há um relaxamento por parte da população. Muitas pessoas, ao perceberem pouca ou nula incidência de determinada doença, tendem a abrandar nos cuidados para com a proteção da saúde e acabam procrastinando o ato de ir à um posto de atendimento. Logo, há procura apenas quando o perigo já é iminente.
Além disso, tem-se uma grande quantidade de boatos e ‘‘receitas caseiras’’ de chás medicinais sem eficácia cientificamente comprovada. O primeiro fator consiste em narrativas que desmoralizam a eficácia de uma vacina cientificamente comprovada que é segura. O segundo corrobora diretamente a omissão, já que a suposta proteção tem fácil acesso e preparo.
Em resumo, no Brasil, a vacinação efetiva encontra barreiras na falta de compromisso e ingenuidade de muitas pessoas. Assim sendo, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização que, visitando comunidades carentes nas quais, infelizmente, grande parte da população possui baixo nível de instrução, deem ênfase tanto na importância da vacinação, quanto para a necessidade de medicação ser realmente efetiva. No longo prazo, as escolas devem ensinar os jovens, desde pequenos, acerca da importância da vacinação para o bem do corpo coletivo da sociedade. Assim, os futuros adultos verão a vacinação não como uma obrigação, mas como um compromisso como cidadão.