Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 26/10/2018
Em meados do ano de 1904, o médico sanitarista, Oswaldo Cruz, decretou no Rio de Janeiro a vacinação obrigatória à população, esta por sua vez,se revoltou, pois não tinha ciência daquele ato.No Brasil contemporâneo, todavia, os desafios para a cobertura vacinal dos brasileiros, não surgem da falta de informação instrutivas, e sim pela prevalência de “Fake News” a respeito, somadas à negligência de alguns a vulnerabilidade às doenças. Logo, isso gera um quadro alarmante no qual necessita de medidas cabíveis para o reverter.
Pode-se perceber , portanto, nas redes sociais a disseminação de frases e textos que associam algumas vacinas ao aumento do número de crianças autistas, logo, essas falsas notícias, ganham espaço entre as pessoas que não pesquisaram a veracidade de tais fontes, omitindo-se a imunização. Isso, destarte, se ratifica com o pensamento de Joseph Gabel, assistente do Hitler, no qual afirma que uma mentira dita várias vezes torna-se verdade. Diante disso, é inadmissível a perduração de tais manchetes nos campos informacionais, visto que comprometem, diretamente, a saúde pública, podendo elevar a taxa de mortalidade do país .
Faz -se mister, ainda, salientar o tamanho descrédito de parcela da população ao possível retorno de doenças antes erradicadas, como : o Sarampo e a Poliomielite, isso se deve ao fato de muitos pais não terem visto ou tido contato com essas enfermidades, uma vez que deixarão de existir, desde então, acham desnecessário previni-las .Em contrapartida, essa falta de atenção à gravidade dessas patologias resultou, no ano de 2016, em uma menor taxa de vacinação no período de 12 anos, obtendo a cobertura de 80% dos indivíduos enquanto a meta era de 95%, segundo o Ministério da Saúde. Sendo assim, torna-se preciso intensificar a divulgação da importância da vacinação de modo a modificar os posicionamentos contundentes dos adultos.
Diante desses entraves, é imperioso que o Governo Federal crie um grupo específico para fiscalizar as mídias, no qual atuará tanto nas redes sociais, quanto na televisão e nos jornais impressos para censurarem e desmistificar as “Fakes News” que possam prejudicar a saúde pública. Também cabe à Receita Federal disponibilizar partes dos impostos arrecadados para serem investidos em projetos educacionais, ministrados por médicos, enfermeiros e sanitarista, tanto nas escolas, nos postos de saúde, como também na mídia, enfatizando os perigos da falta da imunização. Dessa forma, certamente, a cobertura vacinal atingirá suas expectativas no país.