Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/10/2018

As vacinas fazem parte de um importante processo de imunização contra doenças, por meio do reconhecimento do agente causador e da produção de linfócitos específicos. Por conta disso, esse mecanismo tornou-se indispensável para a manutenção da qualidade de vida e para a redução da mortalidade, porém, muitos cidadãos não têm sido vacinados, ocasionando na volta de doenças antes erradicadas. Diante disso, analisa-se as consequências e motivações para tal atitude.

Mormente, observa-se que a falta de vacinação está incidindo em doenças antes erradicas no país, como o Sarampo, doença viral erradicada em 1994, que voltou a afetar a população, especialmente do Norte. Nesse sentido, ressalta-se que essa negligência da população e do governo –este por não fazer mais campanhas e aquela por não cumprir seu dever- é vergonhosa, fruto de grande ignorância e descompromisso com o próximo, haja vista que gera um estado calamitoso no território nacional, em virtude dos riscos e do pânico gerado. Logo, fica claro que se não houver uma mudança de comportamento, mais doenças voltarão a acometer o país e, por consequência, haverá aumento da mortalidade infantil e redução da qualidade de vida do cidadão brasileiro.

Outrossim, avalia-se que essa carência de imunização tem como motivação a desconfiança e insegurança do povo. Diante disso, destaca-se que a primeira campanha de vacinação no Brasil, ocorreu no início do século XX e teve como consequência rebeliões e manifestações de parte da população- Revolta da Vacina-, pois esta se negava a fazer uso dessas substâncias. Em face a isso, está claro que as duas atitudes são análogas, já que mais de um século separam esses cidadãos e ainda assim, eles têm em comum o medo por algo que não conhecem, o que deixa evidente a urgência de medidas educativas que modifiquem essa triste realidade.

Destarte, é indubitável que existem diversos motivos e resultados para a falta de vacinação, sendo extremamente necessário modificá-los, para que a imunização seja efetiva. A princípio, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde deve fazer campanhas de vacinação de forma clara e didática, nas mídias abertas e redes sociais, deixando claro a necessidade de tal ato, além de explicitar como funciona o procedimento, por meio de cartazes coloridos e ilustrados, com poucas e claras palavras, para que a população adquira mais conhecimento do assunto e possa modificar seu comportamento. Ademais, as Secretarias de Saúde municipais devem fazer um censo de sua população, para saber como estão os cartões de vacina de todos, e encarregar os postos de saúde de cada bairro a fazerem mutirões periódicos de vacinação, com destaque para aquelas que mais faltam nos cartões. Feito isso, o Brasil terá mais qualidade de vida e menos mortes.