Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 31/10/2018

Conforme descrito na lei da inércia, de newton, um corpo tende a manter-se em seu estado natural até que uma força, maior ou igual, haja nele mudando seu trajeto. De forma análoga, quando se verifica a vacinação, no Brasil, vê-se que no lugar de existir, assim como na teoria, um força que muda seu movimento, na prática é constatado que seus desafios são mantidos. Nesse contexto, cabe avaliar-se os fatores que possibilitam essa situação.

Em primeira análise, a Constituição garante a todos o direito à saúde e bem-estar. De acordo com o filósofo São Tomás de Aquino, em sociedade democrática as pessoas têm iguais relevâncias, além dos mesmo deveres e direitos. Entretanto, percebe-se que, essa igual relevância não é aplicada pelo Estado, haja vista que em certas regiões, mais populosas, a vacinação não é aplicada de forma integral, porém sim de maneira parcial - popularmente chamada de vacina fracionada - como no caso do surto de febre amarela, em 2017, na região sudeste. Todavia, essa medida gera uma imunização temporária sendo eficazes, apenas, a curto prazo, diferentemente da aplicação completa. Além disso, em grandes capitais, as filas em postos de saúde na época de imunização são enormes e torna, consequentemente, essa mais difícil de ser distribuída para todos.

Outrossim, salienta-se as desinformações, fomentada por Fake News, acerca dessas medidas profiláticas. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira comum de agir e pensar. Dessa forma, o pensamento da população, impulsionada pelas circulações de notícias falsas, sobre supostas consequências negativas das vacinações, levam, por conseguinte, mais pessoas a agirem seguindo esse padrão, como por exemplo, a historicamente conhecida “Revolta da Vacina” na cidade do Rio de Janeiro, a qual teve entre suas causas séries de desinformações impulsionadas pela sociedade. Assim sendo, torna-se mais dificultoso a troca de percurso do impasse, da teoria à prática.

Evidencia-se, portanto, que cabe ao Governo, mediante mais redirecionamento de verbas, investir no setor farmacêutico - especificamente - no serviço de produção de vacinas, além de permitir, por meio de parcerias público-privada, a imunização em farmácias locais nas grandes cidades, a fim de que com a dose integral e acessível a todos esse direito constitucional seja respeitado. Ademais, o Ministério da Saúde, por meio de propagandas midiáticas e seu amplo poder de alcance, poderá desmentir Fake News a respeito das imunizações profiláticas e promover a divulgação das consequências positivas dessa. Para que o Governo e a mídia atuem como forças newtonianas capazes de mudar a inércia da vacinação.