Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 26/10/2018
A favor das vacinas
A imunização da população permite a prevenção contra importantes doenças infecciosas, entretanto, tais condições ficam extremamente comprometidas com a diminuição das taxas de vacinação que vem ocorrendo em todo o país. Esse cenário pode ser decorrente da desinformação de pais que negam-se a vacinar seus filhos, o que pode gerar como consequência o reaparecimento de enfermidades erradicadas, porém, fatais.
Cabe ressaltar, que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas gratuitamente à população desde 1973, quando foi criado o Programa Nacional de Imunização (PNI). Esse programa tem contribuído para o controle, a prevenção, o combate e a extinção de doenças infectocontagiosas. Apesar disso, desde 2013, tem-se observado uma queda nos índices de vacinação no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, tal situação pode ser atribuída à recusa dos pais em imunizar seus filhos pela percepção equivocada de que não é necessário fazê-la porque as referidas moléstias desapareceram, receio de que as vacinas causem reações prejudiciais ao organismo, temor de que o número elevado de imunizantes sobrecarregue o sistema imunológico e a falta de tempo dos responsáveis em ir até os postos de aplicação.
Convém salientar, que de acordo com os dados apresentados pelo PNI, a taxa de vacinação contra a poliomielite foi a menor em 12 anos, uma infecção responsável pela paralisia infantil. Essa patologia está suprimida desde 1990, todavia, há o risco dela reaparecer caso não ocorra adesão adequada de vacinas por parte da população, bem como sarampo, caxumba e rubéola. Tal conjuntura representaria um retrocesso para a saúde pública, pois forçaria o redirecionamento de recursos financeiros ao tratamento de afecções já controladas e eliminadas, quando o objetivo é evoluir e focar em problemas graves como distúrbios autoimunes e câncer.
Evidencia-se, portanto, significativa redução da aquisição de proteção imunológica contra enfermidades infecciosas pertinentes aos cidadãos. A fim de conscientizar pais e responsáveis da importância de vacinar suas crianças, secretarias municipais e estaduais de saúde devem promover campanhas educativas por meio das mídias televisivas, internet, outdoors e distribuição de panfletos que tenham ampla difusão e atinjam o maior número de pessoas possível. Assim, aumentam as chances de se alcançar a cobertura de imunização e a garantia da saúde individual e coletiva. Afinal, como disse Platão, “o que mais importa não é viver, mas viver bem”.