Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/10/2018
Em 1904, na cidade do Rio de Janeiro, houve a chamada Revolta da Vacina, que foi quando populares reagiram violentamente à obrigação de se vacinarem contra a varíola. Mais de cem anos se passaram e a sociedade brasileira se confronta com situação análoga: a recusa de pais a vacinarem seus filhos e consequente queda da cobertura vacinal.
Primeiramente, se deve ter o conhecimento de que vacinas são meios de imunização ativa contra doenças, sejam virais ou bacterianas, estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos e consequente memória imunológica. Para tanto, estudos aprofundados são realizados para que sejam atingidos tais objetivos e que os efeitos colaterias sejam minimizados.
Embora seja antigo o conhecimento sobre os benefícios da vacinação com prevenção de doenças, ultimamente têm circulado, com muita frequência, notícias falsas e alarmantes de que as vacinas causariam doenças tais como o autismo. Causando, assim, pânico em grande número de pais que acreditam e se negam a vacinarem seu filhos e assim os deixam susceptíveis ao adoecimento, ou até morte, perfeitamente evitáveis.
Para que essa situação não se prolongue, faz-se necessário uma política de combate às “fake-news” realizada por investigadores da Polícia Federal, encontrando-se seus atores e que os mesmos sejam penalizados. Aliado a isso, campanhas educativas realizadas pelo Ministério da Saúde, de longo alcance, são necessárias para que a população em geral livre-se de falsas crenças acerca da imunização. Assim poderemos seguir o exemplo da população do Rio de Janeiro, que após a Revolta da Vacina, aceitaram ser vacinados, através da campanha do Dr. Oswaldo Cruz, e conseguiram erradicar a varíola deste município.