Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 25/10/2018
No Brasil, apesar de o Estatuto da criança e do adolescente garantir a vacinação infantil, as taxas de imunizações vêm caindo, ano após ano, ficando, em alguns casos, até abaixo da meta nacional. Os motivos para essa queda variam, e incluem desde a falta de recursos federais na implementação de campanhas, até a recusa dos próprios pais em vacinar seus filhos. Tendo em vista o impacto nocivo da falta de imunizações no futuro das crianças brasileiras, é incontestável a importância de uma cuidadosa análise sobre o assunto. Embora existam, no país, diversas campanhas de vacinação, durante o ano, é nítido que elas estão cada vez mais discretas no que diz respeito ao número de seus comerciais, cartazes e panfletos. Falta, em muitos casos, investimento suficiente para uma maior propaganda dessas ações. Desse modo, muitos pais deixam de vacinar seus filhos, por não terem tido conhecimento da existência dessas campanhas. Ademais, existem muitos mitos sobre os efeitos de determinadas vacinas. Segundo Sócrates, o erro advém da ignorância humana, de modo análogo, muitos pais envolvidos por informações falsas, ficam temerosos em levar seus filhos para receberem imunizações essenciais. Assim, várias crianças ficam com suas saúdes desprotegidas, e podem adquirir futuramente sérios problemas, como a paralisia infantil, causada quando o indivíduo não recebe a vacina contra a poliomielite. Fica clara, portanto, a urgência de intervenção que atue de modo a ampliar as taxas de imunizações. Assim, as Organizações não Governamentais (ONGs), em conjunto com a sociedade civil, devem elaborar cartazes e distribuir panfletos informativos nos centros urbanos, a fim de ampliar a divulgação das campanhas. Esses materiais devem conter dados como datas de início e fim das imunizações, locais em que se darão, e informações esclarecedoras, visando acabar com os principais mitos sobre as vacinas e conscientizar a população sobre a sua importância. Talvez assim, os brasileiros possam ter uma saúde mais digna.