Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/10/2018

O direito a vacinação das crianças, assegurado pela lei 8.069 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) desde 1990, embora pareça simples é algo com o qual a sociedade vem objetando a muito tempo. A Revolta da Vacina é uma ótima exemplificação de quando a população carioca formou um motim popular contra a vacinação obrigatória. Seja pela precariedade do serviço público ou a desinformação da sociedade é inegável, nesse contexto, a necessidade de se discutir sobre os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros.

Embora assegurado pela atual Carta Magna de 1988 o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados, dificultando o acesso da população à vacinação. A falta de estrutura nos postos de saúde assim como nos hospitais, por conseguinte, comprometem em larga escala a eficácia do sistema de imunização. Até mesmo problemas rápidos de serem resolvidos se complicam, uma vez que, 23% dos postos de saúde no Brasil não possuem se quer papel toalha.

Outro aspecto que ilustra essa caso, são os pais que deixam de levar seus filhos para se vacinarem por falta de informação. Isso afeta, sobretudo, as camadas mais vulneráveis da sociedade que não entendem as consequências que a falta da imunização, até mesmo a preventiva, podem ter. Sobre isso o filosofo alemão Émile Durkeim compara a sociedade a um organismo vivo, onde todas as partes contribuem para um bom funcionamento. Por isso, sem a participação de todas as camadas sociais o país poderia voltar a ter surtos de doenças graves e até mesmo doenças já erradicadas como o Sarampo e Rubéola.

Fica evidente, por tanto, que medidas precisam ser tomadas para mitigar os fatos supracitados. Nesse sentido, o Governo Federal em uma ação conjunta a mídia devem intensificar os recursos para maior visibilidade desta ação por meios midiáticos e redes sociais e ainda cartazes em ambientes públicos. Urge também que com as verbas repassadas aos municípios, cada prefeitura se responsabilize em aumentar ao menos 5% o repasse de verbas aos UPA’S e pronto atendimentos de toda a cidade, assim como os hospitais.