Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
No período em que houve a Revolta da Vacina, parte da população estava sendo atacada por doenças contagiosas, portanto, o governo da época adotou medidas profiláticas, no entanto, a sociedade, por falta de conhecimento recusou a aplicação da vacina. Nesse sentido, é notório que na pós-modernidade, existem, ainda, pessoas dotadas de pensamentos arcaicos, por recusarem a necessidade de se vacinarem, haja vista a pouquidade de acesso a informações que viabilizem a importância da imunização. Nesse viés, evidencia-se a demanda de políticas que mitiguem tal problemática.
Deve-se pontuar, de início que a carência de conhecimentos por parcela dos indivíduos brasileiros corrobora a ineficácia da garantia efetiva da vacina no âmbito social. Dessa forma, a falta de campanhas publicitárias que evidenciem a necessidade da proteção desde o princípio, faz-se presente na realidade brasileira. Em contrapartida, quem prefere não se vacinar, ratifica a ideia de que os meios de informações-em especial a internet-classificam a vacinação como um “mal para a saúde”. Sob essa perspectiva, é evidente que as fake news marcam um retrocesso na mentalidade da sociedade hodierna.
Outrossim, 30 anos após a promulgação da Carta Magna, é notório que não é efetiva a plena garantia da saúde exercida pelo SUS, haja vista o ínfimo investimento de vacinas essenciais em setores básicos do país. Dessa maneira, a população sofre com o reaparecimento de doenças incuráveis, em consequência, principalmente, pela falta de imunidade na infância e adolescência. Assim sendo, o Estado torna-se uma “instituição zumbi”, conceito exercido por Bauman, referindo-se que este não exerce mais suas funções e, no entanto, mantêm suas formas, mas sem essência, tendo em vista o supracitado.
Infere-se, portanto, que os desafios para a garantia do acesso a vacinação devem ser atenuados, haja vista ser um mal para a saúde da sociedade. Sendo assim, torna-se imperativo que o Ministério da Saúde-órgão responsável por promover qualidade de vida ao brasileiro- desenvolva de maneira prática e efetiva o acesso pleno a vacina a todo e qualquer cidadão, além de incentivar e reafirmar a importância desta para o bem-estar da vida, por intermédio de campanhas e fóruns de conversas, com o fito de atenuarem as doenças já erradicadas. Por conseguinte, compele a mídia a disseminação de informações coerentes da real utilidade da imunização. Assim poder-se-á quebrar antigos paradigmas, afinal, não existe vacina para o arrependimento.