Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/10/2018

O documentário “A vacina que mudou o mundo” narra, com detalhes, a difícil batalha contra a epidemia de poliomielite ocorrida na década de 50, que foi vencida pela vacina criada pelo Dr. Jonas Salk. No entanto, apesar do desenvolvimento alcançado na área da saúde, várias doenças que estavam controladas voltaram a assustar as famílias brasileiras. A respeito disso, torna-se evidente a precarização dos serviços públicos de saúde e a desinformação de setores da população.

Em primeiro plano, é necessário observar que o sistema público de saúde não possui condições adequadas para a eficácia dos programas de imunização nacional. Isso porque a má gestão dos recursos do Governo Federal e a corrupção existente no Brasil, comprometem a qualidade dos serviços prestados nesses locais, dificultando o acesso da população à vacinação. Segundo notícia do Jornal Folha de São Paulo aproximadamente 200 milhões de reais foram cortados da Saúde no ano de 2018. Prova disso é que a vacina da meningite, que deveria estar presente em todos os postos de saúde, está em falta em vários estados do Brasil.

Além disso, nota-se que a falta de informação sobre a vacina pode interferir na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinarem. Isso devido ao fato de que muitas pessoas não acreditam na segurança desse tipo de imunização, bem como pensam que as doenças que já causaram terror no Brasil foram erradicadas e não precisam mais se prevenir. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim afirma que a sociedade é como um corpo biológico, onde as partes devem interagir para garantir a coesão e igualdade. Dessa forma, se a sociedade não se conscientizar sobre os efeitos da vacina, o país pode voltar a sofrer com os efeitos de algumas doenças, como a poliomielite, o sarampo e a rubéola.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para retomar o sucesso das campanhas de imunização no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras municipais, realizar melhorias no sistema de saúde pública, como a ampliação dos postos de saúde, compra de novos materiais e aumento do número de vacinas destinadas a cada região, com o objetivo de tornar o programa de imunização acessível a todos e que as vacinas sejam suficientes para toda a população. Ao Ministério da Educação, por sua vez, compete realizar debates nas instituições de ensino e propagandas nos canais midiáticos, ressaltando a importância da vacinação para a prevenção de doenças graves e infectocontagiosas, para que a sociedade tome conhecimento do assunto e contribua nas campanhas. Dessa forma, o país poderá atingir o nível de imunização desejado.