Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/10/2018

A “Revolta da Vacina” foi uma insurreição popular ocorrida no início do século XX. A revolta foi uma reação popular contra à campanha de vacinação obrigatória, o Rio de Janeiro estava muito lotado e sem condições habitáveis: ruas estreitas e falta de saneamento básico, sendo assim estava muito suscetível a epidemias e o governo decidiu que todos deveriam se vacinar, só que na época não havia informações sobre as vacinas e isso gerou um pânico, pois as pessoas acreditavam que o governo queria mata-las e se revoltaram contra. A problemática da negligência das pessoas em relação as vacinas ainda é um problema no nosso país e apesar de existem vastas informações sobre o assunto muitas se recusam a fazer ou creem não precisar pelo fato da doença estar erradicada.

O crescente aumento de grupos de pessoas que participam de movimentos antivacina tem sido um dos principais empecilhos das campanhas. Já que eles espalham fake news que circulam nas redes sociais e aplicativos de mensagens, muitas vezes desencorajando as pessoas a se vacinarem, frases como “Essa vacina mortal” “Essas doses já mataram milhares” e “Não vacine seus filhos. É um risco” são muito comuns de serem vistam nessas “noticias”. Diversas campanhas já foram afetadas, sendo uma das mais recentes à contra a febre amarela e que segundo a OMS 80% da população deveria estar imunizada, mas o número foi entorno de 55%, isso mostra o poder dessas notícias sobre a população.

Além disso, o sucesso das campanhas de imunização no Brasil, que já eliminaram poliomielite, sarampo, rubéola tem causado na população uma falsa sensação de que as vacinas não são mais necessárias. No entanto, ainda existem riscos de contaminação pois elas não foram erradicadas no mundo inteiro, exemplo disso foram os casos de sarampo em Roraima e no Amazonas que vieram por meio do movimento migratório dos venezuelanos e fizeram o Brasil correr o risco de perder o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Opas (Organização Pan-americana de Saúde) no ano de 2016.

Logo percebe-se que a problemática contra as vacinas possui raízes profundas, mas que podem ser superadas. É de suma importância que o Ministério da Saúde faça campanhas que combatam as fake news, mostrando a população que não existe risco algum na aplicação das vacinas. Além disso, o governo federal deve investir em propagandas que conscientizem a população sobre a importância de fazer as vacinas mesmo que não exista mais casos da doença. Ademais, as prefeituras devem prolongar as campanhas de vacinação e ir nas escolas conferir se todas as crianças estão vacinadas e se não estiverem devem chamar os pais para conversar sobre.