Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/10/2018

Em 1904, no Rio de Janeiro, o modo autoritário como a obrigatoriedade da vacinação foi implantada perante uma população sem qualquer tipo de instrução sobre a novidade, acarretou numa reação popular nomeada A Revolta da Vacina, sendo hoje, um marco na saúde pública brasileira. Nesse contexto, no mundo contemporâneo, o combate da vacinação contra as doenças epidêmicas tem sido desafiada pelas fake news e pelos pais que não vacinam seus filhos.

Em primeiro lugar, as notícias falsas circuladas na internet sobre a vacinação traz à tona a volta de doenças erradicadas. De acordo com o Programa Nacional de Imunização, doenças como poliomielite e sarampo, erradicadas com o surgimento das vacinas no século XX, apresentaram uma queda considerável de vacinação em 2016. Contudo, a queda tomou impulso com as fake news, boatos e antigos paradigmas como, por exemplo, a alegação de que a vacina haveria matado milhares.

Ademais, seja por ignorância, comodidade ou por medo, os pais estão deixando de vacinar seus filhos. Segundo o filósofo Pitágoras, “O homem é miserável por não saber ver nem entender os bens que estão ao seu alcance”, ou seja, a sociedade permanece na indigencia ao ignorar os seus direitos. Dessa forma, os pais que, independente do motivo, optam por não vacinar os seus filhos, estão abrindo mão da saúde que é um direito de todos, conforme estabelece a Constituição Brasileira.

É evidente, em suma, a necessidade de medidas para resolver os desafios da vacinação. Para isso, o Ministério da Saúde, com o apoio da UNICEF, deve investir no Programa Saúde nas Escolas, reforçando a vacinação essencial de crianças e adolescentes nas instituições, garantindo o direito dessas o acesso à saúde, além de campanhas contra as fake news sobre a vacinação nas redes sociais para instruir aos pais as verdadeiras consequências da não vacinação. Assim, o Estado estará exercendo o seu dever, e a sociedade avançará na conquista de seus bens a partir da consciência, sem precisar retroceder à Revolta.