Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 21/03/2024
Aldous Hurlex defende: “Os fatos não deixam de existir só poque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada nos desafios para combater à violência estrutural no Brasil, que por mais exposta que esteja aos olhos da sociedade ainda não se tornou uma preocupação social. Nesse contexto, percebe-se a configuração de complexo problema que se enraíza na normalidade da violência nas periferias e na falta de segurança pública para todos.
Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a normalidade da violência em favelas e locais periféricos. O Brasil registrou, em 2022, 47.508 mortes violentas intencionais, segundo o Anuário de Segurança Pública, mais da metade desses casos foram contra negros, pobres e periféricos. Disputas de facções e violência policial são os principais culpados, visto que muitos jovens recorrem a vida do crime em busca de uma vida mais fácil e acabam praticando atos violentos como assassinatos ou roubos.
Em paralelo, a falta de segurança publica é um entrave no que tange ao problema. No filme Tropa de Elite o Capitão Nascimento enquanto realiza operações nas favelas descobre um esquema de milicia e corrupção dentro do governo. Nossa realidade infelizmente não está longe dessa ficção, visto que, escândalos de corrupção e milicias explodem cada dia mais, e a segurança pública que deveria garantir o direito de ir e vir não atua como o desejado.
Portanto, são necessárias medidas de mitigar tal problemática. Para isso o Governo Federal, como instancia máxima de administração executiva, deve elaborar um plano de investimento em segurança pública, por meio de uma ação conjunta dos governadores e com o presidente para implementar de forma nacional agentes que garantam a lei e a ordem de forma imediata a fim de pôr um fim no crime organizado e nas facções criminosas. Em paralelo, tal medida pode contar também com campanhas de cursos profissionalizantes para jovens periféricos com a finalidade de garantir oportunidades e afastar o estigma da vida do crime das favelas no Brasil. Assim o país poderá diminuir sua violência estrutural e os fatos deixarão de ser ignorado.