Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 11/01/2024
“O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Frase de Émile Durkheim, onde podemos comparar que o produto da nossa sociedade é um homem sem acesso aos direitos básicos. Pode-se dizer, então, que a negligência por parte do governo e a forte inclinação elitista e preconceituosas do coletivo são os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar as medidas governamentais tomadas que perpetuam a problemática. Segundo o pensador Thomas Robbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido as decisões políticas como as ditas “medidas de austeridade”, que são caracterizadas pela contenção de gastos públicos e pela retirada da intervenção do Estado na economia, que conduzem a um empobrecimento coletivo e a um retrocesso nos direitos sociais.
Outrossim, a tendencia social elitista também deve ser responsabilizada pela dificuldade do combate à violência estrutural. De acordo com a citação de Leonardo Boff “para aqueles com estomago elitista, lugar de peão é na fábrica produzindo” torna- se nítido a descaraterização humana da palavra peão, onde tira-se a obrigatoriedade de direitos básicos para tal. Mais do que apenas na frase, esse pensamento fica cada dia mais presente nos brasileiros, em um movimento social que conduz à opressão determinada de pessoas a quem se negam propositalmente vantagens sociais.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater os pilares que tornam a violência estrutural no Brasil um quadro diário. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população. Isso seria efetivado por meio da criação de leis que acabe com as medidas de austeridades, a fim de mitigar tais medidas políticas em âmbito nacional, penalizando os estados em caso de insistência. Além disso, é necessário campanhas midiáticas com canais de televisão, apoio social e disponibilização de aulas sobre sociologia, para combater o forte pensamento elitista. Com o objetivo de forma uma sociedade onde seu produto será um coletivo livre de violência estrutual e com consciência de classe.