Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 10/01/2024
No filme “Relatos Selvagens”, as personagens são estimuladas estruturalmente a cometerem atos de violência e desrespeito, sendo difícil parar de se comportar desse modo, já que é normalizado. De modo análogo, no Brasil, abdicar de agressões que têm raízes na colonização da América Latina é um desafio. Nessa perspectiva, dois obstáculos são evidentes: o preconceito e a falta de fiscalização.
Primeiramente, é válido ressaltar que a discriminação contribui para esse cenário. Isso ocorre, pois a repulsão por um indivíduo ser considerado fora do padrão normalizado pela sociedade cria impulsos agressivos no preconceituoso. No livro “Percy Jackson e o Último Olimpiano”, percebe-se que os principais deuses gregos excluem os considerados menos importantes, fator determinante para começar uma guerra contra os desprezados. Sob esse viés, ao discriminar um indivíduo por sua cor, gênero, orientação sexual, as chances de ocorrer agressões físicas e psicológicas são agravadas.
Além disso, a fiscalização de crimes em território nacional é precária. Esse fator é patenteado quando observa-se a escassez de policiais e seguranças na maioria dos locais públicos. Segundo o teórico Thomas Hobbes, o Estado deve ser o responsável por garantir a segurança de sua nação. Contudo, isso não ocorre na maior parte do país, porque os responsáveis por proteger os cidadãos ficam concentrados nas partes mais nobres, o que não inclui a maior parte do território. Assim, a violência continua constante.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam feitas a fim de reverter a agressão estrutural no país. Então, o Ministério da Justiça deve criar projetos a fim de evitar casos de preconceito. Outrossim, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, por meio de verbas destinadas a essa área, precisa reorganizar os locais onde os policiais irão ficar, evitando que haja uma aglomeração apenas nos locais mais privilegiados, com o objetivo de dimiuir a violência recorrente. Dessa maneira, relatos de pessoas selvagens estarão presentes apenas na ficção.