Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 03/11/2023
Na obra “A República”, o filósofo Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que os desafios para combater a violência estrutural representa um obstáculo de grandes proporções. Desse modo, é notório que esse cenário antagônico é fruto tanto desigualdade social, quanto da desestruturação familiar.
Em primeira análise, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade social. De acordo com o artigo 1° da Declaração Uni-versal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em digni-dade e direitos, porém esse preceito não é concretizado na sociedade, uma vez que o Estado não cria medidas públicas voltadas à desigualdade social e, como conse-quência dessa negligência, as classes sociais mais baixas, por falta de oportuni-dades acabam sofrendo com maior violência. Dessa forma, fica claro, que as autori-dades, com urgência, precisam mudar seu posicionamento diante do impasse.
Outrossim, é crucial explorar o efeito da desestruturação familiar como outro agente influenciador do revés. De acordo com os veículos de informação no País, jovens com pais ausentes são mais propensos a cometerem violência urbana. Destarte, isso retarda a resolução do empecilho, já que a desestruturação familiar contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Assim, o Ministério da Família, órgão governamental responsável pelo cuidado das famílias e menores desestruturados deve criar mediante verbas governamentais, uma ação de inclusão social para pessoas de baixa renda e família desestruturada. Isso pode ser feito por meio de profissionais da área das ciências sociais, em lugares como as escolas, a fim de instruir os jovens desestruturados e de baixa renda. Com essa ação, a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e, além disso, alcançar o bem-estar social.