Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 03/11/2023
Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão importante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser alcançada, pois, de maneira inaceitável, a violência estrutural não é combatida, o que afasta a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a ausência de políticas públicas, e a inércia midiática são alguns dos percursores da problemática.
De início, é importante ressaltar a falta de políticas públicas como motivador do problema. Nesse sentido, de acordo com Schopenhauer, filósofo alemão, o ser humano é modelado por três ações: compaixão, maldade e egoísmo. Nessa perspectiva, percebe-se o quão nefasto é que o poder público não cumpra seu papel como agente promovedor do bem-estar da sociedade, uma vez que devido ao tratamento pífio com as minorias, não se dá importância a violência estrutural, tratando-a de forma egoísta, a exemplo do lúgubre cenário da desigualdade social, o qual não apenas segrega as minorias, mas também mina a sociedade como um todo, criando barreiras ao emprego e perpetuando a reincidência criminal. Portanto, tornam-se imprecindíveis ações para o combate ao assunto.
Ademais, a escassez de conhecimento sobre esse tema é atribuída a ausência de informações por parte de instituições influentes, como a mídia e o Estado. Conforme afirmou a socióloga Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse contexto, a população, em geral, permanece apática, diante das consequências ocasionadas pela falha na importância dada ao combate à violência estrutural, como a expansão da exclusão social. Com isso, é inaceitável que o tecido social continue a sofrer os efeitos nocivos da desinformação, dado que este não figura como prioridade nos meios comunicativos, contribuindo para a perpetuação do obstáculo.
Logo, cabe ao Ministério da Justiça - visto que é a pasta do governo responsável pelo combate à violência do país - promover debates, por meio de parcerias público-privado, utilizando as mídias digitais como espaço de divulgação, com auxílio de professores, psicólogos e psiquiatras, a fim de mitigar a falha estrutural e a inércia midiática. Por fim, tais ações promoverão, certamente, uma sociedade que atinge o bem-estar, como afirma o filósofo Platão.