Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 03/11/2023

Desde a chegada dos portugueses ao Brasil, no século XVI, é possível perceber um ambiente de extrema violência. Sob esse viés, nota-se a lógica do dominante sobre o dominado, que se baseia em alguma desculpa falsa para “justificar” essa injusti-ça. Atualmente, deflagra-se tal legado deixado pelos colonizadores, e um dos grandes desafios para o enfrentamento à babárie é a precariedade educacional.

Em primeiro plano, percebe-se que essa dinâmica tem raízes profundas e antigas, pois foi concebida ao longo dos séculos. Assim, de acordo com o livro “vigiar e pu-nir”, do Michel Foucault, as estruturas de poder moldam a sociedade, que é um reflexo da maldade do dominante. Com isso, o sucateamento da educação age como liga para a manutenção de um Brasil cada vez mais injusto e perverso, o que corrobora a ideia do sociólogo Boaventura de Sousa e Santos, na qual ele fala do colonialismo insidioso, que é a perpetuação das bases da sociedade brasileira.

Por conseguinte, a falta de um ensino de qualidade faz com que a paz seja uma realidade distante aos cidadãos. Com efeito, têm-se a célebre frase dita por Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo". Entretanto, caso o poder público não aja a favor de uma meta que busque ao melhoramento das escolas, essa mudança nunca acontecerá plenamente.

Portanto, é de suma importância que medidas sejam tomadas a fim de mitigar essa o cenário atual. Para isso, os Ministérios da Educação e Justiça devem se unir em prol de um projeto que vise o desenvolvimento do ensino público e particular, que fale sobre as feridas abertas de nosso passado como subalternizados e de como podemos agir contra essa herança violenta deixada pelos colonizadores. Por fim, somente assim as pessoas terão consciência de que precisam criar mecanismos de boa convivência e respeito ao outro.