Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 31/10/2023
Segundo John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir direitos a todos os cidadãos. No Brasil, entretanto, a violência estrutural, principalmente sofrida pela população negra e de baixa renda, apresenta-se como um grande desafio a ser enfrentada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.
Diante desse cenário, o Brasil lidera o ranking de força policial que mais mata no mundo, segundo pesquisa exibida em matéria do canal televisivo Globo News. Essa ocorrência, em contramão aos ideias do filósofo inglês, não só demonstra a violência estrutural no país, mas também demonstra a ineficiência do Estado em combater a criminalidade de maneira efetiva, que afeta principalmente a camada mais carente da sociedade.
Em consonância, de acordo com estudo publicado pelo portal de notícias G1, jovens negros de comunidades periféricas são as maiores vítimas de mortes violentas no país. Esse fato evidencia que o racismo estrutural faz com que grande parte da população, além de sofrer com a desigualdade social, não tenha o amparo e a segurança básicox e necessários previstos por lei, que impossibilita uma justa qualidade de vida e, por consequência, competição no mercado de trabalho.
Dessa forma, a fim de seguir os ideias de John Locke e combater a violência estrutural no Brasil, o poder executivo, aliado ao poder legislativo, deve ampliar e melhorar projetos sociais, como o Bolsa Família, para auxiliar no combate da desigualdade social e, consequentemente, reduzir o racismo ainda existente. Além disso, propor e aprovar projetos de lei que aumente a fiscalização e possíveis punições para casos de violências policiais injustificadas. Essas atitudes possibilitariam reduzir não só a reduzir a alta taxa de mortes violentas, mas também diminuir a desigualdade e racismo estrutural intrínseco na sociedade brasileira.