Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 01/11/2023

A violência estrutural é definida como uma tendência à agressividade intrinseca à formação do brasileiro. Nesse sentido, as bases da sociedade (cultura, família e educação) enraizam na mente das pessoas a ideia de recorrer a brigas e discussões como meio para atingir seus fins. Dessa forma há dois principais desafios para o combate desse problema: o costume popular de validação da brutalidade e o ensino precário.

Em uma primeira análise, é necessário levar em consideração como os diversos pilares sociais influenciam na tomada de decisão dos indivíduos. A respeito disso, há dois exemplos os quais demonstram a capacidade dessas estruturas em conduzir a população à violência. Esses casos foram: o golpe de 1964 e os atos do dia oito de janeiro, nessas situações houve a validação da agressão pelas pessoas devido a uma “ameaça comunista”. No primeiro cenário, ocorreu o apoio popular direto à instauração de um ditadura sanguinolenta, já no segundo aconteceu uma invasão e depredação do patrimônio público. Ou seja, esse medo do socialismo é uma das características da cultura do brasileiro que o direciona à brutalidade.

Em segundo lugar, destaca-se a relevâcia do ensino para a resolução de entraves. Nesse contexto, o Filósofo grego Aristóteles afirma “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Por outro lado, a baixa escolaridade produz o processo reverso: quanto mais precário é o conhecimento das pessoas mais agressivas elas se tornam. Essa relação é evidenciada por dados de uma pesquisa do site de notícias G1, onde os estados brasileiros que lideram em taxas de mortes violentas (Amazonas, Ceará e Amapá) são justamente os com a educação mais frágil em razão da alta ruralização desses locais.

Então, considerando esses fatores, os desafios para combater a violência estrutural no Brasil serão superados a partir de uma intervenção. Para tal, o governo deve criar uma lei, a qual obrigue as escolas a ensinarem aos alunos a evitarem o uso da agressão e o substituirem por métodos pacíficos. Isso ocorrerá por meio da aprovação desse projeto na câmara dos deputados. Com o fito em eliminar a brutalidade da sociedade brasileira. Assim, impedir-se-á que eventos como o golpe de 64 aconteçam novamente.