Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 26/10/2023

O livro “É assim que acaba” narra a história de Lily, uma florista que é casada com um homem que possui problemas de raiva, e sofre diversas agressões do próprio marido, introduzindo a temática da violência no Brasil e abordando, também, seus efeitos. Fora da ficção, é notório que a produção literária possui verossimilhança no que tange a um tema de suma importância atualmente: desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Diante disso, é necessário explicitar que a inércia governamental e a indiferença populacional sustentam o problema.

Em primeira análise, o governo tem como função primordial garantir segurança a todos, como previsto pelo artigo 6º da Constituição Federal, entretanto, não o tem feito. Sob essa perspectiva, de acordo com o “Portal da Transparência”, cerca de 2 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é direcionado à medidas de segurança pública. Sendo assim, pela falta de verba disponibilizada para a área, pouquíssimas medidas preventivas e até urgentes aos problemas de violência são tomadas, enraizando o problema no país tupiniquim.

Ademais, a população se demonstra inerte mediante o tema, visto que não se informa sobre a crescente onda de violência no país e não cobra o estado pela falta de atitude. Nessa lógica, a falta do exercício da cidadania entra em concordância com o pensamento de Thomas Hobbes, pois, de acordo com ele, o homem é o lobo do homem, ou seja, quem não permite o seu próprio desenvolvimento é o ser humano em si. Neste caso, o cidadão compromete o seu bem estar por ter se acomodado com a situação indubitavelmente indevida.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, torna-se clara a necessidade de intervenção. A fim de acabar com a violência no Brasil, urge ao Ministério da Segurança criar, por meio de políticas públicas, projetos que estimulem a mobilização populacional contra tais atos inconstitucionais. Isso pode ocorrer por meio de propagandas disponibilizadas em veículos midiáticos. Com isso, espera-se não somente o fim dessas atitudes como também, que casos como o de Lily e Ryle fiquem apenas na literatura.