Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 30/10/2023

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura o direito à segurança e integridade do indivíduo como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, a população se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja vista que os desafios para combater a violência estrutural no Brasil ainda apresenta-se como um problema a ser resolvido. Dessa forma, entende-se que há agravantes socio-comportamentais bem como exclusão, corrupção e educação precária apresentando-se como entraves para a persistência desse cenário caótico.

Em primeiro lugar, a má-formação educacional é um agravante dos desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”. Sob esse viés, a premissa sobredita se aplica no contexto brasileiro, pois parte da população, devido ao ensino lacunar, age sem conhecimento, o que ocasiona conformidade ao presenciar cenas de ódio e violência. Dessa forma, em decorrência de uma falha dos educandos, a problemática perdura no País.

Ademais, a mídia é mais um fator que agrava os desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Sob essa perspectiva, conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, as instituições, cujo dever é promover a democracia, não devem se converter em instrumento de violência simbólica. Nessa óptica, a mídia, a qual tem o papel de disseminar o conhecimento, ao invés de orientar a população sobre os seus direitos para não lhe conceder qualquer violência, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos os quais não abordam uma luta contra a violência e exclusão. Logo, o setor midiático tem interferência direta na manutenção do problema.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas resolutivas quanto aos desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Para isso, compete ao Estado, cuja função é garantir o direito à vida e à liberdade, por intermédio de palestras e campanhas de conscientização, a fim de garantir a segurança de indivíduos exclusos e assegurar a integridade da nação brasileira.