Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 11/08/2021
“Quase não tínhamos livros em casa e a cidade não tinha livraria”. Este trecho da música “Livros” evidencia a necessidade de caminho para estimular a leitura no Brasil, visto que os desafios para que essa seja prática desenvolvida, são contínuos no país. A partir da problemática, é evidente que o número de cidadãos brasileiros analfabetos e o uso desenfreado das redes sociais, perante o dilema social, agravam complicação a complicação. Neste sentido, verificam-se medidas para a mudança dessa realidade.
Sob tal viés, nota-se, de início, que a quantidade de pessoas iletradas é expressiva, dessa forma, Paulo Freire expõe tal fato ao mencionar: “Descobri que o analfabetismo era uma castração dos homens e das mulheres”, onde relaciona uma população analfabeta a sensação de estar restrita aos diversos tipos de conhecimentos que a leitura oferece. Dessa maneira, fica perceptível o quão, mesmo com o avanço governamental, ainda falta discernimento ao não dar prioridade economicamente às instituições de ensino. Diante disso, verifica-se que nem todos os colégios possuem materiais básicos para educar individualmente cada cidadão. Sendo assim, torna-se comum visualizar notícias que retratem essa problemática.
Além disso, é perceptível um grande acesso às mídias e suas interações. Um gerente de pesquisas do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla, diz: “A gente nota que a principal dificuldade apontada é tempo para leitura e o tempo que sobra está sendo usado nas redes sociais.” Tornando evidente que o problema tem relação com o uso errôneo do tempo. Por tanto, passa a ser visível que as redes sociais fornecem estímulos mais deleitáveis em relação aos livros, pois elas se adaptaram melhor a um mundo que se encontra predominantemente tecnológico e com uma noção de que falta tempo, por isso opta-se por meios mais rápidos de interação. Sendo assim, percebe-se que essa problemática continua assolando o desenvolvimento da sociedade e fomentando as barreiras que impedem a leitura no Brasil.
Logo, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema. Assim, o Ministério da Educação (órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação), deve promover maior estímulo da leitura, por meio da incrementação de mais bibliotecas pelas escolas brasileiras, para que o contato acessível e estimulante aos livros uma realidade desde a infância. Concomitante, ao professor, como responsável pela formação da intelectualidade dos cidadãos, cabe apresentar cada um dos gêneros literários, para que o aluno se identifique com alguns deles. Desta forma, zelando por direitos individuais veremos uma evolução social.