Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 06/08/2021

“Quando eu tinha a sua idade, a televisão era chamada de livros.” A frase do filme “A Princesa Prometida” é o reflexo do Brasil no século XXI, tendo em vista que no país a leitura não é mais algo rotineiro em razão as redes sociais e meios físicos digitais. Assim sendo, é notório o cenário atual de tal problemática, de modo que a ascenção da tecnologia e a falta de incentivo do Estado por meio das escolas contribuem para crescentes obstáculos ao seu desenvolvimento no corpo social contemporâneo. A partir disso, verifica-se a necessidade de medidas para atenuar essas questões.

Perante esse problema, cabe discutir, primeiramente, que a influência da internet ante a prática de ler é algo inquestionável, visto que o conhecimento tem se tornado cada vez algo mais superficial,  como prova uma pesquisa da Universidade da California (UCLA), na qual mostra que os costumes digitais estão diretamente associados as mudanças radicais nas práticas de leitura. Dessa maneira, fica cada vez mais perceptível que, com o passar dos anos, o uso de aparatos tecnológicos têm feito com que jovens e adolescentes leiam cada vez menos, diminuindo a capacidade de pensamentos críticos.

Paralelamente, é evidente a ausência de estímulos por parte das instituições de ensino, como o filósofo Anatole France disse uma vez: “O Estado é como o corpo humano. Nem todas as funções que desempenha são nobres.” Comparando com a realidade, não existem escolas devidamente equipadas com boas bibliotecas, como exigem as leis e a constituição o direito ao acesso a livros, bibliotecas e a literatura. Entretanto, o ponto de vista do autor manteve-se no plano teórico, em virtude ao descaso governamental em viabilizar investimentos para instituições públicas. Isto posto, a maioria dos estudantes não se sentem interessados pela leitura, já que não possuem um impulso adequado para adquirirem essa conduta.

Logo, frente a tais informações, é perceptível que é preciso adotar uma metodologia capacitada para amenizar essas adversidades. Assim, cabe ao Ministério da Educação, encarregado pela elaboração e execução de medidas didáticas, estimular medidas nas escolas implantando bibliotecas e capacitando profissionais, para que se torne mais fácil a aquisição de conhecimento e reconhecimento de tais práticas pela população. Concomitantemente, ao Estado, incubido por assegurar a educação a todos, proporcionar campanhas por meio de redes sociais e mídias físicas, estimulando pais e responsáveis a desenvolverem, desde cedo, a iniciarem esses hábitos em casa, para que assim, talvez as próximas gerações, possam usufruir de uma sociedade que reconheça as transformações da leitura.