Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 26/11/2020

É inquestionável o impacto que a leitura pode ter na vida de uma pessoa. O brasileiro Santos Dumont, inventor do avião e dono de uma mente extremamente criativa, tinha o escritor francês Julio Verne como seu favorito e dizia como as obras do autor sobre viagens ao redor da terra ou no mar tinham mudado sua vida. Infelizmente, o país sofre com uma taxa abusiva de impostos que torna o preço final do livro extremamente caro para o poder de compra do brasileiro médio e, além disso, não há uma cultura familiar e escolar de incentivo a leitura que comece na infância, criando uma geração de adultos aculturados. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeira análise, é evidente que a cultura é imprescindível para a identidade de uma nação e, indubitavelmente, a leitura é uma ferramenta essencial de inclusão e de propagação de valores sociais. Como diria Monteiro Lobato ao contexto da época, “Um país se faz com homens e livros”. Assim, pode-se reforçar que os desafios para a prática da leitura no Brasil são apenas um reflexo dos grandes problemas estruturais que assolam o país a séculos, como nota-se nos altos valores de impostos para sustentar uma máquina estatal inchada e ineficaz que falha em prover uma educação básica a sua população. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.

Outrossim, vale ressaltar que a ausência de estímulo a prática da leitura gera um ciclo vicioso em que as crianças irão se tornar uma geração aculturada e sem este hábito tão fundamental, propagando essa atitude para seus filhos. Para tal, a ação da escola com seus professores é essencial para quebrar esse ciclo, com a finalidade de se criar uma nação próspera com pessoas inventivas e conscientes de seu papel social na sociedade. Dessa forma, pode-se notar quão árduo é para incentivar o hábito da leitura em uma população em que 44% da população não tem esse interesse, de acordo com uma reportagem da “Edição do Brasil”.

Com isso, observa-se que uma ação educativa faz-se necessária aliada a uma ação governamental de incentivos fiscais. Assim, o Governo Federal deve reformular a política de taxação de livros de modo a baixar o preço final para o consumidor, incentivando-o a comprar e a ler mais. Além disso, cabe às prefeituras criarem bibliotecas nas escolas públicas para incentivar a leitura já nos anos iniciais em que as crianças, desde cedo, já serão expostas a obras infantis que irão pavimentar o caminho rumo a uma vida adulta em que a leitura seja um hábito diário. Por fim, cabe a família incentivar a leitura de seus filhos, ou pelo exemplo ou através de livros como presentes, contribuindo para a criação de uma geração questionadora e criativa. Só assim, ter-se-á uma nação forte como diria Monteiro Lobato.