Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/11/2020
" A leitura engrandece a alma." A frase proferida pelo filósofo francês Voltaire aponta o poder desta prática como um mecanismo de transformação dos indivíduos. Nesse âmbito, no que se refere à prática da leitura no Brasil, é possível afirmar que, para garantir um verdadeiro país de leitores, é preciso atentar atento a estes dois fatores primordiais: educação e renda. Assim, convém discutir como o aumento no preço dos livros e a formação dos professores impacta diretamente no acesso e na procura
Inicialmente, cabe ressaltar que o hábito de ler está relacionado à renda familiar e ao poder aquisitivo dos brasileiros. Nesse contexto, de acordo com o portal de notícias BBC Brasil, a nova proposta de reforma tributária brasileira - enviada ao Congresso Nacional- consta uma nova taxação sobre a indústria de livro e e-books, logo, haverá um impacto nos milhões de pobres que poderiam ler mas serão privados devido aumento no valor dos exemplares. Desse modo, não há dúvidas de que haverá um prejuízo intelectual com a redução do acesso ao conhecimento, tão imprescindível para a formação de mundo dos cidadãos, como notadamente descreve Voltaire.
Além disso, o hábito de ler começa na base, tanto nos lares, quanto na educação primária. Entretanto, segundo o jornal Folha de São Paulo, mais de 16% dos professores não leem, ou seja, não são provocados a ler em sua formação e não incentivam a leitura dos alunos. Ademais, a matéria jornalística também aponta que a escola, por vezes, ignora que os estudantes gostam de ler assuntos diferentes dos clássicos indicados, como os “best-sellers”, por exemplo, e isto prejudica a formação autônoma dos estudantes, pois costuma cercear a busca pelo conhecimento. Desse modo, para melhorar a abordagem desses educadores, as autoridades brasileiras precisam, urgentemente, atuar para solucionar este quadro.
Portanto, para aumentar e melhorar a prática da leitura no Brasil, é necessário maior atuação do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), deve investir na formação de professores e profissionais pedagogos, por meio de uma política de educação contínua, que proponha técnicas de aprendizado baseadas no desenvolvimento dos docentes e dos educandos, idealizada com metas e objetivos a médio e longo prazos, para acompanhar a eficácia desta política. Somado a isso, tal dispositivo deve assegurar também a redução de impostos sobre livros e material didático. Espera-se, com isso, propiciar e despertar o acesso ao conhecimento em todo o território nacional.