Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 24/11/2020

O livro “Fahrenheit 451” narra um mundo futurístico,o qual é marcado pela exclusão dos livros didáticos,de maneira a impactar na utilização dos aparatos tecnológicos para a obtenção de conhecimentos.Concomitantemente a isso,a perspectiva exposta na obra literária não se encontra distante da realidade atual,tendo em vista a eclosão de um cenário marcado pela falta do incentivo à leitura durante a infância.Sob esse viés,para a solução desse quadro,é indispensável averiguar as suas causas como: o descaso governamental e a utilização excessiva das redes sociais.

Em primeira análise,é fulcral ressaltar que o filósofo Immanuel Kant frisou,em suas teses,o papel transformador da leitura na coletividade. Contudo,ao analisar o contexto hodierno percebe-se que tal hipótese manteve-se na teoria,haja vista a indiligência do poder público em promover melhorias na grade curricular acadêmica,como:a inserção de aulas que abordassem a relevância da leitura,no que tange ao desenvolvimento do pensamento crítico dos indivíduos mais jovens.Sendo assim,é inevitável a redução do hábito de ler,em razão da ausência de estímulos no campo educacional.

Outroassim,a situação se agrava quando o anseio de se manter conectado nas redes sociais coloca a prática da leitura em segundo plano.Paralelo a isso,a Revolução Técnico-Científico-Informacional,ocorrida na segunda metade do século XX,ocasionou o avanço tecnológico,de forma a proporcionar o aperfeiçoamento das grandes inovações e,posteriormente,possibilitando inúmeros benefícios para âmbito populacional.Entretanto,o seu uso excessivo por parte do público infantil afetara a sua capacidade cognitiva,visto que as ferramentas ofertadas pela internet não induzem a habilidade lógica e reflexiva dos mais jovens.Destarte,urge a necessidade de alterações nas condições vigentes com a intenção de reverter esse quadro adverso.

Portanto,é mister a adoção de medidas que combatam a problemática,como a atuação do Ministério da Educação em organizar,por meio das verbas governamentais,palestras em espaços públicos,totalmente gratuitas,para que todos tenham acesso,ministradas por professores de literatura,responsáveis por disseminar os benefícios da leitura durante a fase da puberdade,com o propósito de incentivar a prática desse hábito e,também,desvencilhar as pessoas de seus recursos midiáticos,a fim de colocar em prática a tese de Immanuel Kant. O Ministério da Educação deve impor políticas de leitura por meio da construção de novas bibliotecas nas escolas, criação de campanhas de inclusão através de grupos de leitores, promoção de atividades lúdicas na educação infantil que envolvam livros como quadrinhos, contos e folclores, para surtir o efeito da integração harmônica de crianças e o surgimento de novos leitores.