Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/11/2020
Recitando o Futuro
De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu Art. 1°, os fundamentos do Estado são a soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana. Entretanto, o não cumprimento desta lei se torna evidente, pois a sociedade brasileira não foi ensinada a ser crítica e os meios de comunicação custeiam esse efeito “analfabetismo funcional”. Assim, é ingênuo acreditar que o problema da falta de hábito da leitura no Brasil não vem sendo negligenciada pelo Governo ao longo dos anos.
Na implementação da educação formal no país, em 1549 através dos padres jesuítas, a Igreja Católica, amparada pela Coroa Portuguesa, monopolizava, elitizava e restringia o acesso ao conhecimento a qual teriam seus receptores. Deste modo, ao analisarmos a atual situação da sociedade, constata-se o mal semeado na psique da mesma, preterindo a necessidade de pensar, questionar e reivindicar a ser condescendente.
Somado a isso, a forte influência dos meios de comunicação, como televisão e redes sociais, facilitam a inibição intelectual por meio de estratégias rápidas e satisfatórias de entretenimento. Conflitando com Rubem Alves, psicanalista e educador brasileiro, que defendia a leitura como um efeito de significância da vida; por outro lado, menos difundida como ato prazeroso. Essa situação é caótica, contudo mutável.
Diante disso, cabe ao Estado sanar a problemática da falta de leitura no Brasil através da implementação do projeto “Recitando o Futuro”, uma parceria do Estado com o Ministério da Educação, unindo escolas, públicas e privadas, e bibliotecas municipais em um programa de inserção dos estudantes seguindo suas faixas etárias auxiliadas por bibliotecários no universo literário. Dessa forma, o público leitor se expande, garantindo ao indivíduo o direito de pensar criticamente.