Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 24/11/2020
De acordo com uma reportagem realizada pelo jornal Edição do Brasil, 44% da população brasileira não tem o hábito da leitura. Dentro deles encontram-se os estudantes de 15 e 16 anos que, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), 51% estão abaixo do nível básico de leitura. Visto que a literatura dentro das escolas é considerada uma obrigação e os livros são considerados caros dentro do país, esse cenário necessita mudar.
A priori, os estudantes leem somente os livros que a escola anuncia, uma vez que o conteúdo é cobrado em provas e atividades são realizadas em volta do enredo da história. A leitura proporcionada pela educação brasileira, engloba somente os clássicos, como as renomadas obras de Machado de Assis. Deixando assim a literatura fantasiosa atual, que poderia ser considerada prazerosa pelo aluno, de lado e sem encorajamento, já que livros desses gêneros não são cobrados em exames nacionais.
Segundamente, como apontado pelo proprietário da editora Miguilim, Alexandre Machado, “Falar que livro é caro é desprezar o livro”. Desde de 2006, de acordo a fala de Marcos da Veiga Pereira ao Edição do Brasil, com a isenção do Confins e do PIS, 35% do preço normal do livro é reduzido e vem sendo corrigido apenas pela inflação no país. O preconceito formado na sociedade brasileira de que livro é caro, é totalmente distorcido e vem a ser somente uma escusa para não comprá-lo.
Dessa maneira, é concluído que o jovem brasileiro, desde de sua casa até a escola, não é motivado a criar o saudável e necessário hábito da leitura. Visto isso, o Ministério da Educação deveria proporcionar campanhas e propagandas explicando a importância dos livros na vida de uma pessoa. Fazendo com que, assim como os estudantes, os educadores sejam incentivos à ler e transfiram esse hábito aos estudantes, e que a posição do Brasil dentro do Pisa suba.