Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 12/11/2020
O filósofo da antiguidade, Aristóteles, defendia que o homem se tornaria racional e alcançaria a plenitude, somente por meio do conhecimento e da cultura. Nesse sentido, percebe-se a relevância dos livros como os principais formadores de indivíduos cultos, racionais e plenos. No entanto, nota-se no Brasil desafios para a prática da leitura, sendo eles: a elitização do ler e a displicência do sistema educacional brasileiro.
Primeiramente, vale ressaltar que o consumo de livros no Brasil, é intrinsicamente destinado à elite, afastando os menos favorecidos economicamente do hábito da leitura. Isso porque, em 1808, ano da fundação da imprensa brasileira, os livros começaram a ser publicados em folhetins dos jornais. Desse modo, apenas a burguesia era capaz de adquiri-los, sendo assim, o prólogo da elitização do ler no Brasil. Em consequência à essa construção histórica, a leitura é praticada majoritariamente pela elite brasileira, que é a minoria no país.
Em segundo lugar, é válido destacar que a falta de incentivo do sistema educacional brasileiro é um empecilho para o hábito da leitura. Nesse contexto, percebe-se que as escolas no Brasil, apresentam os livros não como algo essencial, mas como algo obrigatório e maçante, negligenciando o potencial transformador da leitura. Assim, uma prática crucial, que deveria formar-se na infância, é desprezada até a vida adulta, originando uma sociedade formada por " leitores analfabetos", aquelas que sabem ler, mas não interpretam o mundo a sua volta.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue a câmara, a implantação de aulas de leitura na grade curricular do ensino fundamental, a fim de estimular a paixão por ler nas crianças. Além disso, urge ao mesmo ministério, fazendo uso de verbas estatais, a distribuição gratuita de livros em áreas públicas, visando tornar a leitura acessível a todos. Só assim, consoante ao filósofo Aristóteles, teremos uma sociedade com indivíduos racionais e plenos.