Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 10/11/2020

França. Finlândia. Dinamarca. Noruega. Esses são alguns dos países que leem em média mais de 50 livros no ano. Isso mostra o porquê de serem uma sociedade com níveis elevados de educação e mais igualitária. No Brasil, porém, essa realidade é outra. Com níveis baixos de leitura tem-se a preocupação de como incentivar à população brasileira a ler. Dessa maneira , é necessário visualizar as verdadeiras causas do problema, para que haja soluções.

Em uma primeira análise, vale ressaltar a questão da desigualdade social, já que desde o período colonial apenas a nobreza tinha acesso à leitura, sendo os escravos proibidos de aprender a ler e a escrever. Analogamente, em pleno século XXI, os seres humanos de classe mais baixas também são privados da aprendizagem e dos livros. Prova disso, são os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostra aproximadente, no Brasil, cerca de 12 milhões de analfabetos. Isso comprova que a desigualdade de classes dificulta o acesso de uns e privilegia outros a adquirir certos hábitos, por exemplo, o da leitura.

Em uma análise mais aprofundada, vale destacar a falta de incentivo familiar, visto que, atualmente, os pais preferem presentear os filhos com aparelhos tecnológicos (tabletes, smartphones e videogames), ao invés de livros. O que eles não percebem são as vantagens que a leitura proporcionará ao longo da vida, para seus filhos, por exemplo, ampliação do conhecimento, senso crítico e enriquecimento de vocabulário. Exemplo disso são os avanços na área do conhecimento que os filósofos da Grécia Antiga tiveram após o surgimento da escrita, que lhes proporcionou um maior compartilhamento de suas pesquisas e teorias, através dos livros que a partir dessa descoberta passaram a existir. Isso mostra como ler é sinônimo de aprender.

Torna-se evidente, portanto, que o governo deve unir-se às empresas, fazendo com que haja um maior acesso de livros às populações mais pobres e projetos de alfabetização dos mesmos, por meio de oficinas educativas e bibliotecas móveis, para diminuir, assim, a desigualdade e o analfabetismo; e aumentar o interesse à leitura. Já a família - que tem o papel de educar e ser exemplo aos seus membros - e a escola devem em parceria, incentivar desde pequeno o indivíduo a ler, por meio de projetos de leitura ( ler um livro por semana de assuntos que gostam), com o objetivo de crescerem adaptados ao hábito da leitura.