Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar o direito de todos os cidadãos brasileiros, inclusive o direito da prática de leitura. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a prática de leitura configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o problema possui raízes amargas no país, devido não só à negligência governamental, mas também à falta de incentivo dos professores.
Deve-se destacar, de início, a falta de investimento do Poder Público como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Jean-Jacques Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam a prática de leitura entre os cidadãos. No entanto, nota-se, no Brasil, que os desafios para a prática de leitura rompe com as ideias do filósofo iluminista, uma vez que poucos recursos são destinados pelo Estado à ampliação de leis governamentais que incentivem a prática de leitura, sendo que muitas pessoas não têm esse costume no dia a dia. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o problema da prática de leitura aconteça, violando o que é exigido constitucionalmente.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela falta de incentivo dos professores. No decorrer da formação do Estado brasileiro, os desafios para a prática de leitura se fez presente durante parte significativa do processo. De acordo com o G1, cerca de 97% dos professores brasileiros não estimulam os alunos a lerem e consequentemente os desafios para a prática de leitura vem aumentando de forma alarmante nos últimos anos, isso aliado ao descaso com a população que lutam para terem uma boa interpretação. Sob a perspectiva do líder pacifista Mahatma Gandhi, temos de nos tornar a mudança que queremos ver, portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que assim, o fim dos desafios para a prática de leitura deixe de ser uma utopia.
Torna-se evidente, portanto, que a prática de leitura precisa ganhar forças. Sendo assim, o Ministério da Educação, órgão responsável pela qualidade da educação, deve implementar leis que garantam a prática de leitura entre os cidadãos. Isso aconteceria por meio de uma equipe, em detalhe, um grupo de pessoas focadas em realizar vistorias diárias na sociedade e principalmente nas instituições de ensino, com a finalidade de se cumprir a lei e aumentar a prática de leitura no Brasil.