Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 10/11/2020
A problemática do hábito de leitura na sociedade tupiniquim
No ano 1811, no estado da Bahia, foi inaugurada a primeira biblioteca pública da América Latina. Apesar de ser um marco histórico, naquela época, poucos eram alfabetizados ou tinham acesso ao local do acervo. Mesmo que essas dificuldades tenham ocorrido no passado, no século atual, enfrentam-se muitas adversidades acerca da falta de costume e da valorização da leitura. Dessa forma, urge a necessidade de medidas que modifiquem o atual cenário brasileiro.
Pode-se mencionar, por exemplo, a 3ª Revolução Industrial que trouxe a tecnologia para a rotina dos indivíduos do mundo moderno. Na época atual, é incomum encontrar crianças que possuam a prática de ler, em virtude da grande quantidade de tecnologia que as rodeiam. Logo, o conteúdo compartilhado nas redes sociais e a falta de pesquisa sobre os assuntos tratados podem resultar em uma geração mal informada, já que, como afirma o escritor Gilberto Freyre, “sem um fim social, o saber será a maior das futilidades”.
É válido citar, também, a obra “Alegoria da Caverna”, desenvolvida pelo filósofo grego Platão. Essa teoria metafórica consiste em alertar sobre os riscos da ignorância, além de demonstrar que a sabedoria é essencialmente importante para obter-se a correta noção da realidade. Dessa forma, principalmente durante o século XXI, o hábito de leitura e o desenvolvimento do senso crítico são pontos cruciais para a aquisição de conhecimento. Entretanto, no Brasil hodierno, leitores assíduos estão cada vez mais raros, devido ao pouco investimento e valorização da leitura.
De acordo com os fatos supracitados, pode-se concluir que ações para solucionar o impasse discutido são indispensáveis. Com isso, é necessário que o Superministério da Cidadania inicie um projeto de divulgação de vídeos e programas nas redes sociais a respeito da importância da leitura diária, a fim de alcançar todas as faixas etárias e incentivar esse hábito. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação disponha de verbas para as escolas públicas direcionadas à compra de livros clássicos e contemporâneos, além de promover atividades interdisciplinares que utilizem das artes e ciências, para que haja uma maior compreensão das histórias da literatura canarinha.