Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/11/2020
Com a introdução das tecnologias digitais nas casas brasileiras, os livros foram deixados em segundo plano pelas pessoas. Essa situação se reafirma com o pensamento do psicólogo norte-americano Bruno Bettelheim, que afirma que “a televisão captura a mente, mas não a liberta. Um bom livro imediatamente estimula e liberta a mente.” As diversas obras literárias são muito importantes para o crescimento do conhecimento, mas infelizmente os conteúdos envolventes e superficiais da internet substituíram, em massa, os livros.
Primeiramente, é importante destacar que os livros contribuem muito para a formação dos estudantes. As obras literárias aumentam o vocabulário dos leitores, ajudam na escrita e melhoram a capacidade de interpretar textos no geral. Tais habilidades ajudam, por exemplo, no aumento da classificação do Brasil na prova do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na qual 51% dos alunos participantes se classificaram abaixo do nível 2 em leitura, que é considerado o patamar básico.
Em segundo lugar, é fato que os conteúdos disponíveis na internet são rápidos e fáceis de compreender. Tal fato contribui para a redução do consumo de livros, uma vez que estes são extensos e exigem a total atenção do leitor para sua compreensão. Essa situação é evidenciada pela pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, que mostra que 44% dos brasileiros não lê frequentemente e 30% nem sequer compraram um livro na vida. São dados alarmantes e que necessitam de mudança.
Sendo assim, é de suma importância que o Ministério da Educação mude a forma da abordagem da leitura nas escolas. Por meio de políticas públicas, os jovem serão estimulados a lerem os livros de sua escolha, e os professores aplicarão notas e conceitos baseados neles. Com essa medida, os desafios relacionados à prática de leitura no Brasil serão enfrentados e as mentes dos jovens e adultos serão libertas e estimuladas, assim como colocado por Bruno Bettelheim.