Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 25/11/2020
O Ministério da Economia propôs uma nova reforma tributária: os livros, antes, isentos de impostos serão taxados em 12% e quando repassados ao consumidores haverá um acréscimo de 20% no preço final. Todavia, esta não parece ser uma boa solução, afinal dificultará ainda mais a aquisição de livros e, consequentemente, aumentará os desafios para a prática de leitura no Brasil, que poderiam ser mitigados com ajuda familiar e escolar.
A priori, sabe-se a importância da leitura para a formação crítica e no desenvolvimento saudável as crianças e dos adolescentes. Assim, a instituição familiar é imprescindível na criação do hábito de leitura já que, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a família é a base para a formação ética e moral do indivíduo, fundamental para o funcionamento das outras instituições. Portanto, o adulto ler para uma criança é crucial para a construção gradual deste hábito. Contudo, nem todos têm condições financeiras de adquirir livros para contribuir com essa rotina, então, cabe ao Ministério da Educação criar projetos que auxiliem nesta meta.
Outrossim, é dever da escola continuar o que foi aprendido em casa. Entretanto, de acordo com o Prova Brasil, 34% dos professores nunca ou quase nunca leem livros, ou seja, é muito difícil transmitir um hábito que não é realizado. Dessa forma, só é ampliada as dificuldades para a prática de leitura, necessitando de medidas que aproximem novamente o docente dos hábitos literários, pois a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, crianças entre 11 e 13 anos, 21% são influenciados pela escola ou professores. Logo, é de grande relevância e precisa de intervenções.
Em suma, os desafios para a prática de leitura no Brasil são vastos. Desse modo, é mister que o Ministério da Educação, por meio de parcerias com instituições privadas, forneça livros de fácil acesso e gratuitos, como na criação do projeto “Leia para uma Criança”, fornecendo livros grátis e online, para que amplie a adesão da prática de leitura. Ademais, urge que o Ministério da Educação, por meios das instituições escolares, aumente a porcentagem de professores leitores, fornecendo aos docentes intervalos de vinte minutos (mínimo), afim de que tenham tempo para a leitura e possam infkuenciar aos alunos a fazerem o mesmo. Destarte, poder-se-á decrescer os desafios da criação do hábito literario.