Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/10/2020
No século XX, durante a ditadura nazifascista de Hitler que motivou a Segunda Guerra Mundial, diversos episódios de queimas de livros em público marcaram a tentativa totalitária de alienar os cidadãos da Alemanha. Já no Brasil contemporâneo, tal problemática referente aos livros pode ser compreendido à medida que os desafios para a prática da leitura se tornam cada vez mais constantes. Sendo assim, dois principais fatores contribuem para esse aumento: a ineficiência dos métodos de inserção da leitura na infância e o uso mal administrado da tecnologia para a formação do indivíduo. Portanto, tais problemas devem ser combatidos, visando a atenuação desses desafios.
Em primeira análise, pode-se discutir sobre os meios utilizados para a implementação da leitura na vida das crianças e jovens. Segundo uma pesquisa do PISA (programa internacional de avaliação de alunos), cerca de metade dos jovens brasileiros estão abaixo do nível mínimo de qualidade da leitura. Isso se deve, principalmente, à relação obrigatória da leitura que o Ensino Fundamental e Médio proporcionam, descaracterizando a leitura como algo prazeroso ou individual. Dessa forma, os métodos básicos das instituições escolares se mostram falhos em relação à uma implementação efetiva.
Em segunda análise, a facilidade proporcionada pelos mídias sociais e tecnologias podem, de certa maneira, provocar um desinteresse pelo aprofundamento em conteúdos, notícias e informações de maneira geral. De acordo com pesquisas do Retrato da Leitura do Instituto Pró- Livro, em média, o brasileiro lê cerca de 4 livros por ano, o que demostra esse desinteresse citado. Portanto, o consumo de conteúdos ‘‘mastigados’’, ocasionado pelas tecnologias, gera um nível considerado de acomodação intelectual nos indivíduos, atrofiando o senso crítico dos brasileiros.
Portanto, para que os desafios para a prática da leitura no Brasil sejam atenuados, órgãos, como o Ministério da Educação, devem criar o programa ‘‘Ler é preciso’’, que reúne, nos centros escolares do Estado, um portfólio com temas diversos de livros e artigos, por meio de ações promovidas pelo governo em parceria com os municípios locais. Dessa maneira, a leitura seria apresentada às crianças e jovens com um ideal diverso, aflorando o gosto individual dos futuros leitores. Sendo assim, como no século XX, a alienação seria combatida e o brasileiro estaria cada vez mais próximo dos livros.