Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/10/2020
Desde os primórdios do movimento iluminista na idade média europeia, a leitura se tornou um elemento imprescindível para o desenvolvimento de uma sociedade. Todavia, o Brasil detém poucos leitores assíduos, visto que segundo o Instituto Pró-Livro, 44% da população não pratica tal ação. Isso ocorre em função da preferência pelo uso de aparelhos eletrônicos em detrimento da leitura, além da baixa qualidade do ensino público brasileiro.
Antes de mais nada, com a revolução tecnocientífico informacional, e a criação do espaço cibernético, advento da globalização, o uso excessivo de novas tecnologias se tornou comum no Brasil. Um artigo da revista época revela que o uso de redes sociais pela população mais jovem pode chegar a 180 minutos diários. Dessa forma, é fato que os jovens Brasileiros demonstram mais interesse por Smartphones, visto que leem cerca de apenas 5 livros por ano.
Outrossim, o sistema público educacional brasileiro presta majoritariamente um péssimo serviço aos estudantes frente ao privado, não impulsionando o hábito da leitura. De acordo com o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), dentre as 100 melhores escolas no exame, apenas 3 são públicas, o que expressa o baixo índice de leitura dos estudantes de tais escolas, visto que é uma prova de caráter bastante interpretativo.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É de competência do ministério da educação trazer de volta o costume de ler aos estudantes brasileiros, por meio de reformas capacitivas dos profissionais docentes, adicionando matérias relacionadas a leitura aos cursos de licenciatura. Dessa forma, o Brasil alcançará um novo patamar desde a formação de estudantes, até a qualidade de vida dos mais idosos. Só então, a sociedade brasileira será reformulada para melhor pelas próximas gerações, com base nas ideias do pensador Paulo Freire.