Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 07/10/2020

No filme “A menina que roubava livros” é retratada a história de uma garota que viveu na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, e para ter acesso a leitura ela roubava livros, pois nesse período a literatura era acessível apenas para uma minoria rica da população. Contudo, esse cenário também é uma realidade brasileira pois no Brasil existem diversos obstáculos para os cidadãos conseguirem ter o hábito da leitura, dentre eles se destacam a elitização do livro e a falta de leitores dentro ambiente familiar. Por isso, é necessário avaliar os desafios para a prática da leitura.

Em primeira análise, é importante salientar que no passado o livro foi um bem que podia ser utilizado apenas por uma pequena parte rica da sociedade, infelizmente, ainda hoje as obras literárias não chegam a todos. Nessa perspectiva, durante a Idade Média todos os livros eram escritos a mão, em decorrência desse fato, o valor do livro era incompatível com a renda da maioria da população e pela falta acesso a maior parte das pessoas era analfabeta. Desse modo, é perceptível que a leitura não era uma prática para todos, durante a antiguidade, e nos dias atuais ainda se visualiza uma dificuldade da implementação dessa pratica no cotidiano, devido ao preço agregado ao livro, que poderia ser solucionada com a redução de impostos.

Em segunda análise, é essencial ressaltar as famílias não leem livros frequentemente o que acarreta na falta de afinidade das crianças com a leitura. Nesse contexto, de acordo com o Instituto Pró-Livro apenas 56% dos brasileiros detém o hábito de ler. Dessa forma, é evidente que a leitura está presente no cotidiano de uma parte da população, mas na outra parte não, esse fato se refletirá na relação que as crianças terão com o meio literário. Devido a ausência da prática da leitura dentro das residências brasileiras os mais jovens acabam dependendo apenas da escola para adquirirem essa prática, assim criando uma situação em cadeia em que as crianças e adolescentes não leem e se tornam adultos que também não lerão.

Infere-se, portanto, que a falta da prática da leitura está intimamente ligada com o preço elevado dos livros e a falta de leitores nas famílias. Em virtude do que foi mencionado é primordial uma ação do Ministério da Educação, que deve reduzir os impostos que estão incorporados ao valor dos livros, através da criação de um programa nacional, que possibilitará as famílias baixa renda comprar obras literárias com um preço menor e por consequência mais acessível, com o fito de aumentar o número de leitores no Brasil. Assim a realidade vivenciada na Idade Média não se assemelharia mais aos dias atuais.