Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 07/10/2020

A leitura é essencial na vida de qualquer ser humano, ela edifica, constrói opiniões e até identidades. O ato de ler nos dá a chance de ver o mundo de outra forma e viajar para outro mundo imaginário, algo que é mágico. Porém, os brasileiros não têm o costume de realizar o ato, privando-se do que as palavras melhor nos oferecem. Por isso, a desvalorização do livro por meio da tecnologia e o alto custo são as principais barreiras no enfrentamento da falta de leitura.

É importante analisar por primeiro o quanto se tornou banal nossos livros. Fazendo uma pesquisa rápida na internet, podemos encontrar qualquer título no formato digital gratuitamente (PDF). Segundo o jornal Correio Braziliense, os custos digitais são mais baratos e podem ser reparadores para grandes empresas. Além disso, a média dos livros KINDLE é de 16 reais, algo muito barato que todos conseguem comprar. O preço acessível pode ser visto como algo bom, porém, dificulta as vendas das livrarias físicas que obrigatoriamente vendem mais caro por causa do lucro, sendo assim, o fechamento desses estabelecimentos seria inevitável e causaria grande impacto no público mais tradicional.

Posteriormente, podemos perceber o quanto as leituras se tornaram apenas o comércio, e não o entretenimento. De acordo com o jornal O Tempo, uma lei foi aprovada com um imposto líquido de 20% a mais nos produtos do gênero. Por mais que seja estranho aos olhos dos consumidores, o editor Mario Ferreira Vergara diz que não causará impacto algum, dando apenas uma visão errônea do livro. Ciente disso, o leitor pode optar pelo modelo físico ou digital, embora os dois formatos estejam em crise no mercado brasileiro, com um alto custo e super desvalorização.

Dessa forma, é correto afirmar que a mistura com a insatisfação do leitor e os preços exorbitantes, somam um problema sério que pode causar impactos negativos por parte das obras literárias. Dessa forma, é de extrema importância o Ministério da Justiça e a AbeLivros (Associação Brasileira de Editores e Livros) fiscalizarem a quantidade de livros digitais produzidos para que não se tornem banalizados e também, o preço nas lojas físicas. Além disso, o Ministério das Comunicações deveria realizar campanhas de conscientização estimulando o ato de ler, por meio de postagens na internet, cartazes, palestras, doações de exemplares, etc. Para assim, um melhor aproveitamento de tantas obras que nos edificam.