Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/10/2020
As mudanças que ocorreram com a Revolução Informacional redefiniram, de forma expressiva, a sociedade e a economia a partir do século XX. Nesse cenário, a alta disponibilidade de conhecimentos no ambiente virtual compromete, frequentemente, a qualidade da leitura dos indivíduos que não conseguem filtrar informações corretamente. Isso se deve, em grande parte, à ausência governamental, bem como à fragilidade socioeducacional.
Em primeira análise, nota-se que a inadimplência do governo em práticas que facilitem o acesso da sociedade, em especial das camadas mais carentes, à leitura, é um entrave. Atualmente, a pirâmide etária brasileira encontra-se com maiores índices de população jovem, isto é, ocorre o “bônus demográfico”, o que significa que qualificar a alta quantidade de mão de obra é indispensável. Entretanto, a constante dificuldade encontrada na obtenção de livros é responsável por banalizar a qualidade da leitura dos trabalhadores brasileiros, impossibilitando o desenvolvimento socioeconômico do país.
Ademais, a mecanização atual do ensino fomenta a estagnação da prática de leitura. Sobre isso, o educador Paulo Freire defende, no livro “A educação do oprimido”, que o ensino é uma forma libertadora cujo objetivo é despertar a criticidade do aluno, de modo a incentiva-lo na busca de sua consciência social. Contudo, a introdução de atividades didáticas que impulsionem o estudante a despertar interesse pela leitura ocorre de forma limitada no Brasil, e isso é um problema.
Portanto, medidas devem ser efetivadas para amenizar o quadro em questão. Logo, o Ministério da Economia (ME), por meio de incentivos fiscais - como isenção de alguns impostos - à livrarias e bibliotecas, deve aumentar, progressivamente, a taxa quantitativa e qualitativa de leitura no país. Nesse viés, espera-se que essa ação contribua com o desenvolvimento socioeconômico a partir da qualificação da mão de obra brasileira.