Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 26/06/2024

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,6% da população brasileira possui algum tipo de deficiência visual, seja perda parcial da visão ou cegueira, é necessário que essa porcentagem da população seja incluída dentro do Sistema Educacional Brasileiro (SEB). São diversos desafios para tal inclusão, como a falta de conscientização da sociedade, e a precariedade de recursos didáticos.

Dentro da sociedade brasileira, é necessário uma conscientização de que pessoas cegas também são cidadãs, essa falta de inclusão leva não somente desrespeito mas também maiores dificuldades para pessoas cegas. Como por exemplo, a escassez de ambientes escolares adaptados, que prejudica a mobilidade e impossibilita a participação de alunos com deficiência visual.

Do mesmo modo, existe uma carência nas práticas pedagógicas, onde incluem a falta de materiais e equipamentos adaptados, e juntamente com a falta de formação adequada de professores à diversidade dos alunos. A ausência do acesso a materiais didáticos, como livros em braille, limita o acesso dos alunos cegos ao currículo escolar, que os prejudica a conseguir se inserir na sociedade futuramente, ou para conseguir uma vaga de trabalho. Com a insuficiência de tecnologias adaptadas, se tem uma enorme pressão sobre os pedagogos, que sem conhecimento suficiente para utilizar os meios adaptados, não conseguem suprir a necessidade dos alunos com deficiência.

Sob esse prisma, o Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), que destina livros escritos em braille-tinta para estudantes cegos ou com baixa visão, para garantir que o máximo possível de alunos possam ser incluídos. O governo deve investir na construção de rampas, banheiros adequados, e salas de aulas adaptadas como outra maneira de reduzir desafios a pessoas cegas. A criação do Instituto Benjamim Constant (IBC), vinculado ao MEC, que trabalha com o objetivo de ensinar crianças deficiêntes, além de ser um centro de pesquisa médicas de oftalmologia, também é um meio de inserir uma educação inclusiva no Brasil.