Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 24/06/2024

O filme “Demolidor” retrata o cotidiano de Matt Murdock, um advogado cego e super-herói em Nova Iorque. A obra mostra os desafios que Matt enfrenta no ambiente de trabalho por ser cego, como a falta de empatia e acessibilidade em seu escritório. Fora da ficção, esse cenário é plausível na realidade do Brasil, onde o descaso com pessoas cegas é frequente, principalmente em ambientes de aprendizado como centros educacionais. Nesse sentido, a falta de acessibilidade e o preconceito são desafios para a inclusão de pessoas cegas no Brasil.

Sob essa ótica, um fator relevante nessa luta é a falta de acessibilidade. Isso porque muitos colégios não possuem as adaptações necessárias para receber pessoas com deficiência. Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal O Globo, cerca de apenas 0,1% das escolas no Brasil são totalmente acessíveis. Assim, os jovens que possuem deficiência visual não têm acesso ao estudo e não conseguem manter sua frequência escolar. Dessa forma, é necessário que alguma medida seja tomada para que o problema seja evitado.

Ademais, o preconceito nas escolas é um obstáculo para a solução da pauta. Isso se deve principalmente pela dificuldade que muitos jovens têm de aceitar as diferenças. Para ilustrar, nota-se a personagem Dorinha dos quadrinhos da “Turma de Mônica”, a qual é cega e precisa enfrentar diversos preconceitos de outras crianças em suas tirinhas. Apesar de ficcional, a obra retrata a realidade de inúmeros brasileiros, visto que muitos jovens cegos são alvos de bullying e ficam isolados em atividades nas escolas, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Jornal da Unicamp. Sendo assim, é necessário que mudanças sejam realizadas.

Portanto, para combater o problema, cabe ao Ministério da educação e ao Ministério da Infraestrutura investir em centros de inclusão que ofereçam apoio técnico e materiais acessíveis aos estudantes, além da capacitação de profissionais. E também campanhas de conscientização e combate ao preconceito nas escolas e nas mídias digitais, visando aumentar os níveis de acessibilidade e inclusão para os jovens com deficiência. As campanhas podem ser realizadas por meio de programas sociais nas escolas e comunidades.