Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 28/06/2024
O ensino básico das escolas é fundamental para a formação de cidadãos conscientes e bem preparados para o futuro, contudo, existem alguns obstáculos nesse caminho, já que os desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil ainda persistem. Diante desse prisma, é fulcral ter-se em mente como a falta de preparo profissional para atender essas pessoas em conjunto com a negligência estatal corroboram para o agravamento do quadro.
Sob essa análise, nota-se como o despreparo dos professores nas escolas afetam no desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiência visual, não de maneira proposital, mas porque não foram ensinados a lidar com esse tipo de situação. No livro do autor Moacir Gadotti, A Escola Vista de Baixo, retrata que a educação brasileira muitas vezes falha em atender às necessidades das camadas mais vulneráveis da população, contribuindo para perpetuar as desigualdades sociais. Estruturando o caso de como a falta desse apoio cria uma barreira quase que impenetrável para chegar em uma solução possível.
Ademais, vale ressaltar a importância de um Estado ativo na resolução de questões sociais. Dessa forma, para o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição, quando posicionada de forma a ignorar sua função original, é considerada em um estado de “zumbi”. Sob esse viés, o Estado brasileiro é análogo a esse conceito, visto que no que tange a inclusão educacional dessas comunidades, ele é ausente. Isso posto, tal postura negligente contribui para que as pessoas com deficiência visual não recebam o amparo estatal necessário, tirando o seu direito de educação.
Em suma, o preparo profissional e a ação do Estado são essenciais para uma evolução positiva dessa conjuntura. Sendo assim, o Ministério da Educação por meio de campanhas, poderiam promover cursos de especialização nessa área específica, como o braile, por exemplo, a fim de fazer os alunos se sentirem inseridos dentro desse cenário enquanto aprendem, além de estarem em um ambiente que já se sentem confortáveis para se desenvolverem melhor. Dessa forma, tais medidas seriam eficientes para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil.