Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 04/05/2024
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita e em harmonia, a qual é livre de conflitos e mazelas. Entretanto, a realidade contemporânea está distante disso, haja vista os desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil. Sob essa ótica, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: a invisibilidade e a falha estatal.
Em primeira análise, os deficientes visuais, principalmente os jovens, são excluídos sociedade, pois encontram diversas dificuldades nessa inclusão. Nesse sentido, a população ignora o fato de que essas pessoas não são capazes de usufruir de um direito básico — a educação — e isso se agrava se elas estiverem em estado de vulnerábilidade social. Nesse viés, de acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, para atuar em uma situação como essa, deve-se, antes de tudo, tirar a pessoa da invisibilidade. Logo, mudar essa forma de pensamento se torna crucial.
Além disso, o Estado contribui com esse desafio com a omissão. Nesse contexto, diversas unidades de ensino, principalmente públicas, não possuem estruturas adequadas para oferecer um ensino de qualidade para as pessoas cegas. Diante disso, segundo o filósofo Émile Durkheim, o poder público deve oferecer e gerenciar o bem-estar da coletividade. Todavia, fica nítido que os menos favorecidos não são acolhidos pelos governantes. Assim, é necessário que haja mudanças.
Em suma, medidas são necessárias para a solução desse problema. Portanto, o Governo Federal — instância máxima executiva — deve criar uma lei para a inclusão social do deficiente visual. Essa legislação irá obrigar todas as instituições de ensino adicionar acessibilidade para as pessoas cegas. Isso poderá ser feito através da distribuição de material didático em braille. Outrossim, para dissolver a invisibilidade, conforme dito por Djamila, essa lei deverá ampliar o sistema de cotas para o ingresso em universidades. Para isso, o Governo Federal poderá diminuir os tributos cobrados das instituições particulares. Por fim, a sociedade irá se aproximar da sociedade ideal citada por Thomas More.