Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 28/04/2024
Segunda a constituição federal de 1988, todos tem direito a educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço de educação publica do Brasil e a exclusão social vivenciadas pelos cegos, impede que essa parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Com efeito, evidencia-se necessidade de promover melhorias no sistema de educação inclusiva no país.
Nesta perspectiva, acerca da lógica referente a cegueira no espectro brasileiro, é válido retomar o aspecto supracitado quanto a omissão estatal nesse caso. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), no Brasil há em torno de um milhão de cegos e quatro milhões de deficientes visuais ( que possuem até 30% da capacidade de visão), diante deste cenário, os métodos de ensino publico, quando oferecidos não são na maioria das vezes acessíveis a esta parte da população.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que as instituições de ensino apresentam em sua maioria, um sistema pouco inclusivo. Embora a lei brasileira de inclusão (LBI) atenda a convenção do direito de pessoa com deficiência, realizada em 2006 pela ONU, sua finalidade encontra obstáculos, seja na estrutura escolar vigentes, seja na falta de preparo do corpo docente. Prova disso são escolas regulares e as universidades que não se adequam ao Braille, bem como os exames avaliativos que não garantem tal acessibilidade. Nesse sentido os cegos recebem uma educação frágil, desigual e excludente.
Considerando os aspectos mencianados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir na formação dos futuros docentes, criando novas disciplinas curriculares que discutam a inclusão de cegos nas escolas e preparem de forma apropriada os estudantes dos cursos de licenciatura. Desta forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimento. Só então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.