Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 20/11/2020
Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, os desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior afasta a sociedade da descrita pelo More. Nesse sentido, cabe-se mitigar esses obstáculos, como a falta de acessibilidade e o exacerbado uso de tecnologia.
Primeiramente, nota-se que as faculdades não dispõem de recursos de acessibilidade necessários. Afinal, segundo pesquisas divulgadas no site “Pubmed”, grande parte dos idosos sofrem de problemas oculares. Dessa maneira, as tradicionais salas de aula, com quadros pequenos e assentos distantes, tornam-se um local inapropriado para ministrar aula a terceira idade. Portanto, há de ocorrer mudanças que tornem o ambiente mais acessível aos idosos.
Ademais, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos torna excludente a participação dos idosos no ensino superior. Nessa perspectiva, cabe-se ressaltar uma pesquisa da USP(Universidade de São Paulo) que constatou que cerca de 24% dos idosos tem medo ou receio de usar as novas tecnologias. Desse modo, percebe-se que as universidades impõem, de certa forma, que essa faixa etária utilize recursos dos quais não se adequam. A partir disso, permanece evidente que mudanças devem ser estabelecidas.
Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o Ministério da Educação deve adequar as universidades as necessidades dos idosos, por meio da criação de salas de aulas especiais, que possuam recursos de acessibilidade a idosos com problemas oculares, a fim de permitir a inclusão da terceira idade no ensino superior. Com isso aplicado, a sociedade estará mais próxima da utópica de More.