Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 23/10/2020

Conforme a geografia, os países, ao passar dos anos, apresentam variações nas suas taxas de natalidade e mortalidade, fato esses que implica em mudanças na pirâmide etária. No caso do Brasil, devido aos avanços medicinais, com os métodos preventivos, há uma predominância do grupo idoso sobre os demais. Diante disso, o país deve enfrentar os desafios para a inclusão do referido grupo no ensino superior, dentre eles, destaca-se a preservação da qualidade de vida dos idosos e a falta de estrutura adequada para esse público nas instituições de ensino.

Em primeira análise, baseando-se nas pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, nos próximos 30 anos, três em cada quatro pessoas terão problemas cardíacos, ou diabetes, ou hipertensão, ou obesidade, ou ansiedade, mesmo com a popularização da prática de exercício físico no mundo digital. Isso porque a internet e os “Fast Food’s” têm sido utilizados de maneira expressiva entre os brasileiros, o que gera um consumo elevado de gorduras e açúcares, insônia e ansiedade. Com isso, nota-se que o Estado brasileiro deve priorizar a preservação da saúde da população, um vez que, quando ela envelhecer, ainda haverá condições, física e psicológica, dela adentrar no ensino superior.

Em segunda análise, tendo ciência da natural perda da capacidade visual dos idosos e dos dados já citados, pode-se afirmar que as instituições de ensino superior, que trabalham com esse público, devem apresentar materiais didáticos em linguagem clara e letras grandes, com o fito de otimizar a leitura dos idosos. Ademais, o adequado também é dispor de salas de aula acessíveis, as quais não requeiram do idoso grande esforço físico. Contudo, consoante as reportagens do Jornal da Globo, observa-se que as salas de aula das Universidades Públicas brasileiras raramente são bem refrigeradas, com bebedouros e elevadores à disposição dos alunos e, muito menos, materiais didáticos direcionados àqueles de mais idade.

Enfim, vê-se que o cenário exposto urge por mudanças. Desse modo, o Ministério da Educação, por intermédio de verbas governamentais, deverá instalar ar-condicionado e bebedouros em todas as salas das Universidades brasileiras. Além disso, o mesmo órgão irá reformular os livros didáticos, os quais passarão a ter letras maiores e metodologia acessível ao idosos. Por fim, a fim de preservar a saúde dos idosos, o referido órgão criará uma matéria nas escolas para tratar desse assunto.