Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 26/10/2020
No filme ’’ Patch Adams’’, é retratado a vida do protagonista Patch Adams, que ao perceber que estava com sofrendo de depressão, se interna em uma clínica psiquiátrica. Nesse sentido, em seu cotidiano na clínica, por estar em contato com pessoas doentes, Patch decide cursar medicina, mas por possuir idade avançada, ao entrar no ambiente universitário, acaba tendo que enfrentar muitos preconceitos e obstáculos. Fora das telas, é fato que, isso não se destoa da realidade do Brasil em relação às dificuldades na inclusão dos mais velhos no ensino superior, sendo assim, percebe-se que esse problema ocorre devido não só ao descumprimento de cláusulas pétreas, mas também ao preconceito social.
Deve se destacar, de início, a burla de preceitos constitucionais, como um dos intensificadores do problema. Nesse seguimento, segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, todo cidadão possui direito à educação e cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, que no Brasil, existem empecilhos para inserção dos mais velhos no ensino superior e isso configura-se como falha no princípio da isonomia, uma vez que está ocorrendo um crescimento no número de idosos na população e os idosos precisam ter maior participação social e estar na universidade possibilita e ajuda na inclusão. Desse modo, é inaceitável que mesmo após avanços nos direitos, essa situação ainda aconteça, violando o que é exigido constitucionalmente.
Ademais, é pertinente ressaltar, o preconceito social como um dos impulsionadores da problemática. Nesse sentido, para o ilustre Albert Einsten, cientista contemporâneo, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nessa perspectiva, muitas vezes, o idoso quando decide ingressa no ambiente universitário, encontra um ambiente com um prejulgamento de que ’’ Faculdade não é lugar de Idoso’’, como acontece no filme ’’ Patch Adams’’, sendo que as universidades foram criadas para serem um lugar democrático, ou seja, para todos.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao Estado, na figura do poder Executivo, em parceria com o ministério da Educação, a criação de Universidades para idosos e programas de incentivo à incorporação dos mesmos, nos cursos a fim de aumentar a participação nesses ambientes. Além disso, a sociedade deve se mobilizar, em redes sociais, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre os preconceitos contra os mais velhos na faculdade, a fim de melhorar as relações inter geracionais presentes no ambiente, que além de proverem uma melhora de qualidade de vida dos idosos, propicia uma formação de uma cidadania mais consciente.