Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 09/10/2020

Na Grécia Antiga, o idoso era considerado um sábio, a palavra de um ancião era lei na Câmara dos sexagenários. Contudo, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da valorização a inclusão do idoso no ensino superior. Desse modo, em razão do preconceito e da falta de estruturas, bem como, na educação, torna-se um desafio.

Em primeira análise, é preciso salientar que o preconceito é uma causa latente do problema. Em virtude de uma lacuna no apoio social, familiar e de instituições públicas na valorização do idoso após a aposentadoria no ensino superior, contribuindo de forma negativa ao empenho cognitivo, bem-estar físico e psicológico. De acordo, a obra “Velhice” da filósofa Simone de Beausvoir (1970),os idosos sofrem com um problema denominado de “invisibilidade social”, ou seja, a indiferença social ou individual com os sexagenários. Portanto, existem barreiras a serem superadas ao que diz respeito ao  reconhecimento da importância dos mais velhos.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é a lacuna estrutural. Diante disso, a população acima de 60 anos tem um aumento da expectativa de vida na sociedade brasileira, faz com que tenha uma procura maior na realização de sonhos, como, a formação de novos conhecimentos e o seu reconhecimento, para isso a preparação de estruturas acolher as necessidades do idoso no ensino superior. Conforme, a Organização Mundial de Saúde “OMS” o número de pessoas com a idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoas até 2050. Sendo assim, verifica-se uma consideração para a procura da melhor estrutura de expectativa de vida.

Diante do exposto, passa ser de suma importância a solução deste impasse. Logo, o Ministério da Educação deve incluir investimentos na educação do ensino superior para programas coletivos de atenção na inclusão de anciãos por meio de projetos para a formação e grupos de valorização, bem como, a transmissão de seus valores culturais e morais a fim de estimular o envolvimento social, econômico e cultural. Ademais, a sociedade e a família também precisam quebrar os estigmas sociais relacionados à integração do idoso ao ensino superior na intenção de promover o melhor acompanhamento, desse, na transição em vários aspectos ao processo de envelhecimento. Somente assim, com o auxílio da educação haverá compreensão sobre as revelações feitas pela OMS e serão eliminados os problemas que surgem dessa temática.